terça-feira, 31 de agosto de 2010

Bons Amigos

terça-feira, 31 de agosto de 2010

As amizades são fundamentais para a nossa saúde física e mental. Surgem através de um processo com uma fase inicial, de estabelecimento, em que ocorre a escolha do amigo; uma fase de manutenção, que está sujeita a alterações e diferentes níveis de estabilidade; e um possível término.


O gênero é um dos fatores que influenciam a escolha dos amigos. Talvez isso se deva ao fato de as afinidades mentais entre pessoas do mesmo sexo, serem mais comuns.



Os adultos sentem-se atraídos por pessoas que desenvolvem maneiras de ser e de pensar similares às suas. Isso faz com que algumas pessoas se sintam muito próximas. A comunicação é o fator que permite a integração entre as pessoas e a consolidação das amizades. O prazer de conversar com amigos é enorme. A sensação é que não estamos sós no mundo. O amigo é capaz de entender o que estamos dizendo e sentindo.


A amizade entre adultos é diferente do amor. Entretanto, às vezes as relações de amizade podem evoluir para o namoro.

Afinal, afinidades intelectuais e semelhanças de gostos e interesses, presentes nas relações de amizade, são essenciais para todos os relacionamentos amorosos.

É possível ter mais de um amigo íntimo. Gostar de um não significa deixar de gostar de outros. O respeito pelos direitos individuais e pelo modo de ser do amigo é a tônica nas relações de amizade.

Na adolescência é grande a necessidade de estar com os outros, com a turma. Ao mesmo tempo, é a idade em que os jovens tomam conhecimento da própria identidade e procuram certo isolamento para se descobrirem. Esse aparente antagonismo deve ser harmonizado pelo adolescente para que ele consiga amadurecer de forma equilibrada. A turma adquire grande importância. Pelo fato de terem algo em comum, os seus membros sentem-se solidários e defendem-se uns aos outros.

Cada um dos jovens da turma amadurece interiormente e adquire valores próprios. Muitas vezes, a opinião da maioria é imposta e pode entrar em conflito com a opinião individual. A turma pode ser cruel. Se alguém não concorda com os demais, é repudiado. Este repúdio acontece porque o elo principal que une a turma é a lealdade e não a amizade.

Na relação de amizade prevalece a simpatia mútua e o interesse em preservar os valores do outro. Apesar de chamar todos de amigos, é importante o adolescente diferenciar entre aqueles que são apenas companheiros com certos interesses comuns, daqueles poucos que são seus amigos de verdade. É para esses poucos que poderá revelar sua intimidade.

Na infância, os amigos e familiares são uma importante fonte de apoio emocional para as crianças. Os pais influenciam as amizades dos filhos pela forma como estruturam sua vida diária, por suas próprias amizades e pela qualidade da relação que mantêm com os filhos. As amizades facilitam a adaptação da criança na escola e fora dela. A rede de amizades fora da escola (com vizinhos, por exemplo) abre possibilidades de conhecer pessoas diferentes e favorece o amadurecimento.

As amizades, em qualquer fase da vida, sempre constituem uma relação de cooperação, apoio e integração. São escolhas que fazemos ao longo da vida e que contribuem para aumentar nosso bem-estar e a alegria de viver. Conservar e cultivar boas amizades nos permite estar sempre próximos de pessoas a quem amamos. E isso faz toda a diferença na vida!
Por:
Flávia Leão Fernandes 
CRP 06/68043 Psicóloga clínica, Mestre em Psicologia pela Universidade de Londres, Inglaterra e especialista em Psicologia Hospitalar com enfoque em obesidade.

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Sentimento de raiva pode prejudicar



É normal sentir raiva. A raiva é um sentimento de protesto, insegurança, timidez ou frustração, contra alguém ou alguma coisa, que as pessoas demonstram quando se sentem ameaçadas.

Varia de intensidade e de pessoa para pessoa, podendo ser uma simples irritação ou uma demonstração de fúria. A maneira como cada pessoa interpreta um fato corresponde ao modo com que ela percebe o mundo e a si mesmo.


O sentimento de raiva tem origem na idéia de que fomos injustiçados ou maltratados, tendo como base vivências do passado. Se no passado a pessoa foi muito maltratada ou punida, há uma tendência de se manter "alerta" contra futuras ameaças, de maneira desproporcional ao evento. Torna-se conhecida como uma pessoa de "pavio curto" e suas explosões são uma tentativa de se proteger do que acredita ser uma agressão.

Quando são muito freqüentes, ou intensas, ou mesmo quando ausentes, podem ser um problema para as relações sociais e para a saúde física. Por outro lado, há as pessoas que se sentem incapazes de reagir frente a uma situação de maltrato, podendo gerar sentimentos de frustração e de depressão.

Na raiva, como em todos os estados do humor, há alterações no comportamento e no funcionamento físico. Em nossa sociedade, a raiva ou irritação é até mesmo confundida com determinação. Leia mais sobre determinação!


Estudos comprovaram que expressões de raiva transmitem a impressão de que o raivoso é uma pessoa mais competente. Grande engano, é só impressão. A maior competência é na verdade, para desenvolver doenças, principalmente as do coração.

Janice Willians, pesquisadora da Universidade da Carolina do Norte, EUA, estudou durante seis anos o comportamento de 13 mil homens e mulheres com idade entre 45 e 64 anos. Classificou as pessoas em níveis de alta, média e baixa disposição à raiva. As com alta tendência, que se irritam com freqüência, possuem três vezes mais possibilidades de sofrer infarto que as pessoas que enfrentam as dificuldades com mais tranqüilidade.

Significa dizer que o sentimento freqüente de raiva é tão ruim para o coração como fumar, comer muita gordura saturada, engordar e não fazer exercício físico. (Você quer fazer uma avaliação de peso? Clique aqui).Pode também causar distúrbios no aparelho digestivo, sem dizer que pode ser considerado um desequilíbrio psicológico.

O comportamento agressivo do raivoso pode se expressar através de violência verbal e até mesmo através de violência física. Quem dá vazão ao sentimento de raiva, apenas para se libertar dele, como uma evidente prova de desequilíbrio emocional pode se dar mal, pois não é possível prever como isso irá terminar.

O trânsito é na atualidade, uma fonte que parece instigar a ira de motoristas uns contra os outros e contra os pedestres. Não raro temos notícias de motoristas que se matam por fatos banais.

O mês de agosto é conhecido como o mês do "cachorro louco". A raiva canina é uma doença cruel para o animal, pois leva à morte. A vacina aplicada como prevenção e na hora certa é a solução. Pena que a raiva psicológica das pessoas não possa ser combatida de forma tão eficaz e simples.
É sempre bom lembrar que "a resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura sucita a ira".

Os amigos e seu próprio corpo agradecem!
Por:
Flávia Leão Fernandes 
CRP 06/68043 Psicóloga clínica, Mestre em Psicologia pela Universidade de Londres, Inglaterra e especialista em Psicologia Hospitalar com enfoque em obesidade.

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Influência do clima no humor


Uma das principais fontes de inspiração para as artes são as estações do ano. Existe uma infinidade de músicas, poemas, filmes e livros que abordam esse tema.

 Isso acontece porque o clima, a luz do dia têm a capacidade de influenciar o estado de espírito das pessoas. Já reparou como no verão há mais bom humor no ar e, no inverno, mais introspecção? 

Um dos motivos que faz com que todos se sintam mais felizes diante das altas temperaturas é a influência solar. "A exposição à luz do sol estimula a produção de serotonina, dopamina e melatonina", explica a psicóloga Dirce Perissinotti, membro do corpo clínico do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho. Ela diz que essas três substâncias são responsáveis por trazerem bom humor, energia e regulação do ciclo do sono. 

Além das reações químicas positivas que a presença do sol traz para o organismo, também existem benefícios psicológicos. "Nos meses e estações onde os dias são mais quentes, iluminados e longos, existe algo no ar que nos convida a sair e interagir. São momentos atrativos ao convívio social, fazendo com que o bom humor apareça", afirma a cientista e escritora Conceição Trucom, de São Paulo. Ela diz que é comum pessoas que moram em áreas tropicais serem mais bem-humoradas e terem mais energia.

No entanto, em dias em que o tempo está fechado e as temperaturas estão mais baixas, essas reações costumam acontecer de maneira contrária. "As estações do outono e do inverno, mais frias e com noites mais longas, representam o desnudar das folhas e a hibernação", diz Conceição. Para ela, esse período deve trazer reflexão e desapego. "São momentos onde ficar só é recomendado, assim como deixar as couraças e crenças passarem pelo crivo das transformações e do conhecimento".

Segundo Dirce, existem estudos que comprovam que em países com menor incidência de luz do sol há a maior número de casos de pessoas com depressão. "Regiões onde as pessoas ficam mais recolhidas estão mais propensas a cometerem suicídio e terem depressão. Um dos motivos para que isso aconteça é o isolamento social", conta.

Conceição, que também é química, conta que pesquisadores da Universidade de Surrey, na Inglaterra, fizeram um mapeamento no cérebro de 88 voluntários entre os anos de 1999 e 2003, e descobriram a atividade de uma proteína que bloqueia a serotonina, resultando na maior possibilidade do indivíduo ter um humor negativo. 

Pensando em diminuir essas estatísticas é que em países como Reino Unido tem se tornado um hábito as pessoas irem para a rua mesmo com o frio e a neve. "Em países europeus, as pessoas colocam vários casacos e saem às ruas, não apenas para terem contato com a luz do dia, mas também para contato social", conta Dirce. Além da luz do sol motivar o bom humor, também é uma forma de estimular a produção de vitamina D. 

É importante ressaltar que é possível regular o humor e a qualidade de vida para que não oscilem junto com as mudanças climáticas. "O indicado é aumentar o consumo de alimentos de origem vegetal e integral e evitar os de origem animal, refinados, açúcares, sintéticos e industrializados", diz Conceição. 

Ela encerra dizendo que praticar atividades físicas, no intuito de aumentar a produção de endorfina, também é uma boa maneira de manter o bom humor em qualquer estação. "O melhor a fazer é buscar usar seus talentos e dons e se divertir com eles e suas colheitas. Tudo isso para chegar ao ponto ideal, para sentir-se uma pessoa significante e em paz consigo em todas as estações do ano".

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A importância do autoconhecimento




A auto-estima oscila de acordo com as situações e principalmente em como nos sentimos em relação a cada um delas. Mas o que faz com que algumas pessoas sejam mais seguras de si, mais estáveis emocionalmente enquanto outras se perdem, se desesperam quando algo acontece?

O diferencial que faz com que cada um consiga ter controle sob suas emoções é o autoconhecimento.
O quanto você se conhece? Muito? Pouco? A maior parte das pessoas acredita que se conhece, mas na verdade se conhece muito pouco. Você ama alguém, confia em alguém que pouco conhece? Geralmente amamos e confiamos apenas em quem conhecemos muito! E se você não se conhece como quer acreditar mais em sua própria capacidade? Como quer ir em busca de seus sonhos se não acredita ser capaz? E por que não acredita ser capaz? Porque não sabe quem você é.

Por isso, o autoconhecimento é fundamental para desenvolver o amor por si mesma e fortalecer a auto-estima. É muito difícil alguém se conhecer interiormente quando a busca está sempre no externo. Buscam cuidar da pele, mudar o corte do cabelo, comprar roupas, carros, eliminar alguns quilinhos, mas quase sempre esquecem que o caminho deve ser o contrário, de dentro para fora.

Quando uma pessoa está bem com ela mesma você percebe isso não pela roupa que está usando, ou o carro que está dirigindo, mas pelo brilho em seu olhar, o sorriso em seu rosto, a paz em seu espírito. Como alguém que dorme mal toda noite pode sentir paz? Como alguém que está constantemente se criticando, se culpando, se achando errada, pode se amar? Amar-se é condição básica para elevar a auto-estima. É importante identificar os fatores que estão te impedindo de elevar sua auto-estima.

Podemos perceber que a auto-estima está baixa quando desenvolvemos algumas características como: insegurança, inadequação, perfeccionismo, dúvidas constantes, incerteza do que se é, sentimento vago de não ser capaz, de não conseguir realizar nada, não se permitindo errar e com muita necessidade de agradar, ser aprovada, reconhecida pelo que faz e nem sempre pelo que é.

Se você identificou algumas dessas características, pode ser que esteja precisando aumentar seu autoconhecimento para assim elevar sua auto-estima.

Se quiser, poderá fazer o seguinte exercício:





  • Escreva dez coisas que você gosta em si mesma.





  • Depois escreva dez coisas que você não gosta em si mesma ou que gostaria de mudar.





  • Qual lista foi mais fácil de completar?






  • A maioria das pessoas sente mais facilidade em identificar as coisas negativas. Aprendemos que dizer aquilo que gostamos em nós mesmas poderá ser rotulado de presunção, esnobismo, egocentrismo. Nada disso! Para aumentar o autoconhecimento é preciso ter consciência de quem se é de verdade, avaliando os pontos positivos tanto quanto os negativos, pois só assim será capaz de mudar aquilo que te incomoda ou te faz sofrer e valorizar o que tem de bom e que geralmente mergulhada em tantas críticas e cobranças, acaba por esquecer.

    Continue o exercício:

  • Observe as listas. Coloque um "i" nas características internas, ou seja, que dependam apenas de você reconhecê-las. E um "e" nas características externas, que dependam da opinião de outras pessoas.





  • Ao fazer o sinal (i ou e), o que você percebe? Há um equilíbrio entre eles ou você tende mais para um lado?






  • Se você tem mais características externas ficará mais vulnerável à opinião dos outros e assim, mais facilmente manipulável. Dependerá cada vez mais de aprovação, mas infelizmente nunca da sua própria. Isso quer dizer que toda vez que algo que dependa no mundo externo ou de outras pessoas não correspondam a sua expectativa, você se sentirá frustrada e sua auto-estima tenderá a baixar.

    Seu valor estará sempre na dependência do que dirão sobre você, não importando muito sua própria opinião. Por exemplo, quando você perde o emprego, quando recebe uma crítica, quando alguém se distancia de você. Tudo isso pode baixar sua auto-estima e se sentirá incapaz de continuar e desistirá no meio do caminho. Abandona assim seus sonhos, seus objetivos.
    Para aumentar o autoconhecimento é preciso ter consciência de quem se é de verdade, avaliando os pontos positivos tanto quanto os negativos.

    Isso acontece quando a principal fonte de auto-estima está naquilo que faz pelo externo, sempre querendo fazer algo para as pessoas em busca de aprovação e reconhecimento. E esse é o caminho mais curto para se machucar. Coloca assim todo seu valor nas opiniões ou respostas no mundo externo e, como quase sempre nada disso corresponde ao que espera, e nem ao que você é realmente, se permite depender cada vez mais de como te avaliam, gerando um círculo vicioso.

    O importante é desenvolver a capacidade e ter a consciência de saber que o que faz é o reflexo de quem você é. Ao reconhecer seus pontos negativos, poderá mudar um por um. E reconhecendo seus pontos positivos se sentirá mais confiante em sua capacidade de conseguir o que quer que deseje, independente das críticas ou opiniões que terão sobre você, pois acredita ser capaz de conseguir tudo o que deseja! E ainda que ninguém te aprove, você terá autoconhecimento suficiente para você mesma se aprovar e principalmente se amar!

    Por:
    Rosemeire Zago
    Psicóloga clínica com abordagem jungiana, especialização em psicossomática. Desenvolve o autoconhecimento e ministra palestras motivacionais. Contato: (011) 9950-5095

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    Expanda A Sua Visão


    Enquanto não possa imaginar, enquanto não possa visualizar, nada acontecerá para você. É preciso reconhecer, com certeza, que seu próprio pensamento e atitudes podem condenar à mediocridade.
    Determine em seu coração nesse mesmo momento crer mais em si mesmo, e crer mais em Deus. É igual para nós todos. Se pensarmos receber algo no plano exterior, teremos que conceber antes em nosso interior. Se não pensa poder possuir algo bom, então nunca terá. O obstáculo está na sua mente. Para Deus não lhe faltam recursos, nem para você lhe faltam os talentos, para conseguir que você prospere. Sua maneira errônea de pensar é o que pode deter-lhe de receber o melhor de Deus. Se você está disposto a mudar a sua forma de pensamento. No caso, a primeira atitude para viver o seu máximo potencial é expandir sua visão. Para viver sua melhor vida agora, tem que ver a vida através dos olhos da fé, ver sendo elevado a níveis mais alto. Visualizar que sua família é próspera, visualizar que seus sonhos se cumprem. Para experimentar algo no futuro, primeiro tem que conceber e depois crer que é possível.
    Para conceber a prosperidade, é necessário que você tenha uma ideia bem clara em seu interior do tipo de vida que deseja gozar. Esta imagem tem que chegar a ser parte de você, parte integral de seus pensamentos, da sua conversação, tem que estar muito infiltrado em seu subconsciente, em suas ações, em cada parte de seu ser.
    Se imagine vitorioso, crie imagem atraente de fé e êxito.
    Se você fomenta uma imagem de vitória, êxito, saúde, abundância, gozo, paz e alegria, nada no mundo poderá deter você de experimentar tudo isso.

    Deus quer que este seja o melhor momento da sua vida, mas para isso é preciso que você expanda a sua visão, saia do negativismo, se afaste de pessoas medíocres, busque a iluminação espiritual. Afinal, você não quer viver sempre com pensamentos negativos, derrotados e limitados.
    Mude o seu pensamento indeciso e conheça o sucesso que Deus lhe quer presentear sempre.
    Por: Waldecy E. M. Esteves

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    APONTAMENTO - Fernando Pessoa (Álvaro de Campos)

        APONTAMENTO
      A minha alma partiu-se como um vaso vazio.
      Caiu pela escada excessivamente abaixo.
      Caiu das mãos da criada descuidada.
      Caiu, fez-se em mais pedaços do que havia loiça no vaso.
      Asneira? Impossível? Sei lá!
      Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu.
      Sou um espalhamento de cacos sobre um capacho por sacudir.
      Fiz barulho na queda como um vaso que se partia.
      Os deuses que há debruçam-se do parapeito da escada.
      E fitam os cacos que a criada deles fez de mim.
      Não se zanguem com ela.
      São tolerantes com ela.
      O que era eu um vaso vazio?
      Olham os cacos absurdamente conscientes,
      Mas conscientes de si mesmos, não conscientes deles.
      Olham e sorriem.
      Sorriem tolerantes à criada involuntária.
      Alastra a grande escadaria atapetada de estrelas.
      Um caco brilha, virado do exterior lustroso, entre os astros.
      A minha obra? A minha alma principal? A minha vida?
      Um caco.
      E os deuses olham-o especialmente, pois não sabem por que ficou ali.
      Álvaro de Campos, 1929

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