sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Sim, como é difícil

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Irresistível não querer ver um sorriso noutros rostos
Irreversível as ações que poderíamos ter de tomar
Impossível permanecer sempre assim, firme prossegue
Impossível seria compreender tudo, aceitar tudo
Possível concordar e não aceitar, sorrindo bastante
Sorria, use todo o seu rosto, escancare aquele sorriso
E fazer diferente, capacidade, tem que mentir e saber conviver com isso
Mentir duas vezes, ao seu organismo, projetar um sorriso
No fundo você sabe que está neutro quanto ao feliz
O tempero já se perdeu, não sei como conseguir
Amar o próximo, mesmo assim, inevitável não fazê-los chorar
O que basta é que tenham momentos felizes
Proporcionar sorrisos talvez, caso talvez aprenda
Talvez tenha que aprender, talvez seja isso
Mas não, você não pode morrer você só tem uma vida
Porque morrer, porque sumir
Para, pensa, não entende, onde estarei caso morra
Perguntas e medos são as barreiras, será que vale à pena, trocar isso por outro lado
Enquanto não sabe qual trem pegar, continua ai nessa vida
Ele queria, é sonhador, sonha bastante, não é a toa que ainda continua, mesmo assim
Sonhos, a faculdade de geologia, o desejo que tinha de conhecer mais a terra
Fazer descobertas, toda uma aventura nunca vivida, que talvez não seja
Ele quer, o botão mágico, aquele que da um reset em tudo
Mas não, realidade é essa que consegue ver
Os sonhos, já se perderam no meio de toda essa bagunça
Mas de pedra em pedra, porta a porta e sorriso a sorriso
Ele vai levando tudo isso, vai suportando, o até, até onde saberemos
Coisas pequenas, era disso que ele precisa, talvez um cartão
Não sei, não sei não
Nada vem, nada vai e tudo continua
Esse, esse é o verdadeiro espírito natalino, se não, esse é o dele nesse momento


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