terça-feira, 31 de agosto de 2010

Bons Amigos

terça-feira, 31 de agosto de 2010

As amizades são fundamentais para a nossa saúde física e mental. Surgem através de um processo com uma fase inicial, de estabelecimento, em que ocorre a escolha do amigo; uma fase de manutenção, que está sujeita a alterações e diferentes níveis de estabilidade; e um possível término.


O gênero é um dos fatores que influenciam a escolha dos amigos. Talvez isso se deva ao fato de as afinidades mentais entre pessoas do mesmo sexo, serem mais comuns.



Os adultos sentem-se atraídos por pessoas que desenvolvem maneiras de ser e de pensar similares às suas. Isso faz com que algumas pessoas se sintam muito próximas. A comunicação é o fator que permite a integração entre as pessoas e a consolidação das amizades. O prazer de conversar com amigos é enorme. A sensação é que não estamos sós no mundo. O amigo é capaz de entender o que estamos dizendo e sentindo.


A amizade entre adultos é diferente do amor. Entretanto, às vezes as relações de amizade podem evoluir para o namoro.

Afinal, afinidades intelectuais e semelhanças de gostos e interesses, presentes nas relações de amizade, são essenciais para todos os relacionamentos amorosos.

É possível ter mais de um amigo íntimo. Gostar de um não significa deixar de gostar de outros. O respeito pelos direitos individuais e pelo modo de ser do amigo é a tônica nas relações de amizade.

Na adolescência é grande a necessidade de estar com os outros, com a turma. Ao mesmo tempo, é a idade em que os jovens tomam conhecimento da própria identidade e procuram certo isolamento para se descobrirem. Esse aparente antagonismo deve ser harmonizado pelo adolescente para que ele consiga amadurecer de forma equilibrada. A turma adquire grande importância. Pelo fato de terem algo em comum, os seus membros sentem-se solidários e defendem-se uns aos outros.

Cada um dos jovens da turma amadurece interiormente e adquire valores próprios. Muitas vezes, a opinião da maioria é imposta e pode entrar em conflito com a opinião individual. A turma pode ser cruel. Se alguém não concorda com os demais, é repudiado. Este repúdio acontece porque o elo principal que une a turma é a lealdade e não a amizade.

Na relação de amizade prevalece a simpatia mútua e o interesse em preservar os valores do outro. Apesar de chamar todos de amigos, é importante o adolescente diferenciar entre aqueles que são apenas companheiros com certos interesses comuns, daqueles poucos que são seus amigos de verdade. É para esses poucos que poderá revelar sua intimidade.

Na infância, os amigos e familiares são uma importante fonte de apoio emocional para as crianças. Os pais influenciam as amizades dos filhos pela forma como estruturam sua vida diária, por suas próprias amizades e pela qualidade da relação que mantêm com os filhos. As amizades facilitam a adaptação da criança na escola e fora dela. A rede de amizades fora da escola (com vizinhos, por exemplo) abre possibilidades de conhecer pessoas diferentes e favorece o amadurecimento.

As amizades, em qualquer fase da vida, sempre constituem uma relação de cooperação, apoio e integração. São escolhas que fazemos ao longo da vida e que contribuem para aumentar nosso bem-estar e a alegria de viver. Conservar e cultivar boas amizades nos permite estar sempre próximos de pessoas a quem amamos. E isso faz toda a diferença na vida!
Por:
Flávia Leão Fernandes 
CRP 06/68043 Psicóloga clínica, Mestre em Psicologia pela Universidade de Londres, Inglaterra e especialista em Psicologia Hospitalar com enfoque em obesidade.

0 comentários

Sentimento de raiva pode prejudicar



É normal sentir raiva. A raiva é um sentimento de protesto, insegurança, timidez ou frustração, contra alguém ou alguma coisa, que as pessoas demonstram quando se sentem ameaçadas.

Varia de intensidade e de pessoa para pessoa, podendo ser uma simples irritação ou uma demonstração de fúria. A maneira como cada pessoa interpreta um fato corresponde ao modo com que ela percebe o mundo e a si mesmo.


O sentimento de raiva tem origem na idéia de que fomos injustiçados ou maltratados, tendo como base vivências do passado. Se no passado a pessoa foi muito maltratada ou punida, há uma tendência de se manter "alerta" contra futuras ameaças, de maneira desproporcional ao evento. Torna-se conhecida como uma pessoa de "pavio curto" e suas explosões são uma tentativa de se proteger do que acredita ser uma agressão.

Quando são muito freqüentes, ou intensas, ou mesmo quando ausentes, podem ser um problema para as relações sociais e para a saúde física. Por outro lado, há as pessoas que se sentem incapazes de reagir frente a uma situação de maltrato, podendo gerar sentimentos de frustração e de depressão.

Na raiva, como em todos os estados do humor, há alterações no comportamento e no funcionamento físico. Em nossa sociedade, a raiva ou irritação é até mesmo confundida com determinação. Leia mais sobre determinação!


Estudos comprovaram que expressões de raiva transmitem a impressão de que o raivoso é uma pessoa mais competente. Grande engano, é só impressão. A maior competência é na verdade, para desenvolver doenças, principalmente as do coração.

Janice Willians, pesquisadora da Universidade da Carolina do Norte, EUA, estudou durante seis anos o comportamento de 13 mil homens e mulheres com idade entre 45 e 64 anos. Classificou as pessoas em níveis de alta, média e baixa disposição à raiva. As com alta tendência, que se irritam com freqüência, possuem três vezes mais possibilidades de sofrer infarto que as pessoas que enfrentam as dificuldades com mais tranqüilidade.

Significa dizer que o sentimento freqüente de raiva é tão ruim para o coração como fumar, comer muita gordura saturada, engordar e não fazer exercício físico. (Você quer fazer uma avaliação de peso? Clique aqui).Pode também causar distúrbios no aparelho digestivo, sem dizer que pode ser considerado um desequilíbrio psicológico.

O comportamento agressivo do raivoso pode se expressar através de violência verbal e até mesmo através de violência física. Quem dá vazão ao sentimento de raiva, apenas para se libertar dele, como uma evidente prova de desequilíbrio emocional pode se dar mal, pois não é possível prever como isso irá terminar.

O trânsito é na atualidade, uma fonte que parece instigar a ira de motoristas uns contra os outros e contra os pedestres. Não raro temos notícias de motoristas que se matam por fatos banais.

O mês de agosto é conhecido como o mês do "cachorro louco". A raiva canina é uma doença cruel para o animal, pois leva à morte. A vacina aplicada como prevenção e na hora certa é a solução. Pena que a raiva psicológica das pessoas não possa ser combatida de forma tão eficaz e simples.
É sempre bom lembrar que "a resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura sucita a ira".

Os amigos e seu próprio corpo agradecem!
Por:
Flávia Leão Fernandes 
CRP 06/68043 Psicóloga clínica, Mestre em Psicologia pela Universidade de Londres, Inglaterra e especialista em Psicologia Hospitalar com enfoque em obesidade.

0 comentários

Influência do clima no humor


Uma das principais fontes de inspiração para as artes são as estações do ano. Existe uma infinidade de músicas, poemas, filmes e livros que abordam esse tema.

 Isso acontece porque o clima, a luz do dia têm a capacidade de influenciar o estado de espírito das pessoas. Já reparou como no verão há mais bom humor no ar e, no inverno, mais introspecção? 

Um dos motivos que faz com que todos se sintam mais felizes diante das altas temperaturas é a influência solar. "A exposição à luz do sol estimula a produção de serotonina, dopamina e melatonina", explica a psicóloga Dirce Perissinotti, membro do corpo clínico do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho. Ela diz que essas três substâncias são responsáveis por trazerem bom humor, energia e regulação do ciclo do sono. 

Além das reações químicas positivas que a presença do sol traz para o organismo, também existem benefícios psicológicos. "Nos meses e estações onde os dias são mais quentes, iluminados e longos, existe algo no ar que nos convida a sair e interagir. São momentos atrativos ao convívio social, fazendo com que o bom humor apareça", afirma a cientista e escritora Conceição Trucom, de São Paulo. Ela diz que é comum pessoas que moram em áreas tropicais serem mais bem-humoradas e terem mais energia.

No entanto, em dias em que o tempo está fechado e as temperaturas estão mais baixas, essas reações costumam acontecer de maneira contrária. "As estações do outono e do inverno, mais frias e com noites mais longas, representam o desnudar das folhas e a hibernação", diz Conceição. Para ela, esse período deve trazer reflexão e desapego. "São momentos onde ficar só é recomendado, assim como deixar as couraças e crenças passarem pelo crivo das transformações e do conhecimento".

Segundo Dirce, existem estudos que comprovam que em países com menor incidência de luz do sol há a maior número de casos de pessoas com depressão. "Regiões onde as pessoas ficam mais recolhidas estão mais propensas a cometerem suicídio e terem depressão. Um dos motivos para que isso aconteça é o isolamento social", conta.

Conceição, que também é química, conta que pesquisadores da Universidade de Surrey, na Inglaterra, fizeram um mapeamento no cérebro de 88 voluntários entre os anos de 1999 e 2003, e descobriram a atividade de uma proteína que bloqueia a serotonina, resultando na maior possibilidade do indivíduo ter um humor negativo. 

Pensando em diminuir essas estatísticas é que em países como Reino Unido tem se tornado um hábito as pessoas irem para a rua mesmo com o frio e a neve. "Em países europeus, as pessoas colocam vários casacos e saem às ruas, não apenas para terem contato com a luz do dia, mas também para contato social", conta Dirce. Além da luz do sol motivar o bom humor, também é uma forma de estimular a produção de vitamina D. 

É importante ressaltar que é possível regular o humor e a qualidade de vida para que não oscilem junto com as mudanças climáticas. "O indicado é aumentar o consumo de alimentos de origem vegetal e integral e evitar os de origem animal, refinados, açúcares, sintéticos e industrializados", diz Conceição. 

Ela encerra dizendo que praticar atividades físicas, no intuito de aumentar a produção de endorfina, também é uma boa maneira de manter o bom humor em qualquer estação. "O melhor a fazer é buscar usar seus talentos e dons e se divertir com eles e suas colheitas. Tudo isso para chegar ao ponto ideal, para sentir-se uma pessoa significante e em paz consigo em todas as estações do ano".

0 comentários

A importância do autoconhecimento




A auto-estima oscila de acordo com as situações e principalmente em como nos sentimos em relação a cada um delas. Mas o que faz com que algumas pessoas sejam mais seguras de si, mais estáveis emocionalmente enquanto outras se perdem, se desesperam quando algo acontece?

O diferencial que faz com que cada um consiga ter controle sob suas emoções é o autoconhecimento.
O quanto você se conhece? Muito? Pouco? A maior parte das pessoas acredita que se conhece, mas na verdade se conhece muito pouco. Você ama alguém, confia em alguém que pouco conhece? Geralmente amamos e confiamos apenas em quem conhecemos muito! E se você não se conhece como quer acreditar mais em sua própria capacidade? Como quer ir em busca de seus sonhos se não acredita ser capaz? E por que não acredita ser capaz? Porque não sabe quem você é.

Por isso, o autoconhecimento é fundamental para desenvolver o amor por si mesma e fortalecer a auto-estima. É muito difícil alguém se conhecer interiormente quando a busca está sempre no externo. Buscam cuidar da pele, mudar o corte do cabelo, comprar roupas, carros, eliminar alguns quilinhos, mas quase sempre esquecem que o caminho deve ser o contrário, de dentro para fora.

Quando uma pessoa está bem com ela mesma você percebe isso não pela roupa que está usando, ou o carro que está dirigindo, mas pelo brilho em seu olhar, o sorriso em seu rosto, a paz em seu espírito. Como alguém que dorme mal toda noite pode sentir paz? Como alguém que está constantemente se criticando, se culpando, se achando errada, pode se amar? Amar-se é condição básica para elevar a auto-estima. É importante identificar os fatores que estão te impedindo de elevar sua auto-estima.

Podemos perceber que a auto-estima está baixa quando desenvolvemos algumas características como: insegurança, inadequação, perfeccionismo, dúvidas constantes, incerteza do que se é, sentimento vago de não ser capaz, de não conseguir realizar nada, não se permitindo errar e com muita necessidade de agradar, ser aprovada, reconhecida pelo que faz e nem sempre pelo que é.

Se você identificou algumas dessas características, pode ser que esteja precisando aumentar seu autoconhecimento para assim elevar sua auto-estima.

Se quiser, poderá fazer o seguinte exercício:





  • Escreva dez coisas que você gosta em si mesma.





  • Depois escreva dez coisas que você não gosta em si mesma ou que gostaria de mudar.





  • Qual lista foi mais fácil de completar?






  • A maioria das pessoas sente mais facilidade em identificar as coisas negativas. Aprendemos que dizer aquilo que gostamos em nós mesmas poderá ser rotulado de presunção, esnobismo, egocentrismo. Nada disso! Para aumentar o autoconhecimento é preciso ter consciência de quem se é de verdade, avaliando os pontos positivos tanto quanto os negativos, pois só assim será capaz de mudar aquilo que te incomoda ou te faz sofrer e valorizar o que tem de bom e que geralmente mergulhada em tantas críticas e cobranças, acaba por esquecer.

    Continue o exercício:

  • Observe as listas. Coloque um "i" nas características internas, ou seja, que dependam apenas de você reconhecê-las. E um "e" nas características externas, que dependam da opinião de outras pessoas.





  • Ao fazer o sinal (i ou e), o que você percebe? Há um equilíbrio entre eles ou você tende mais para um lado?






  • Se você tem mais características externas ficará mais vulnerável à opinião dos outros e assim, mais facilmente manipulável. Dependerá cada vez mais de aprovação, mas infelizmente nunca da sua própria. Isso quer dizer que toda vez que algo que dependa no mundo externo ou de outras pessoas não correspondam a sua expectativa, você se sentirá frustrada e sua auto-estima tenderá a baixar.

    Seu valor estará sempre na dependência do que dirão sobre você, não importando muito sua própria opinião. Por exemplo, quando você perde o emprego, quando recebe uma crítica, quando alguém se distancia de você. Tudo isso pode baixar sua auto-estima e se sentirá incapaz de continuar e desistirá no meio do caminho. Abandona assim seus sonhos, seus objetivos.
    Para aumentar o autoconhecimento é preciso ter consciência de quem se é de verdade, avaliando os pontos positivos tanto quanto os negativos.

    Isso acontece quando a principal fonte de auto-estima está naquilo que faz pelo externo, sempre querendo fazer algo para as pessoas em busca de aprovação e reconhecimento. E esse é o caminho mais curto para se machucar. Coloca assim todo seu valor nas opiniões ou respostas no mundo externo e, como quase sempre nada disso corresponde ao que espera, e nem ao que você é realmente, se permite depender cada vez mais de como te avaliam, gerando um círculo vicioso.

    O importante é desenvolver a capacidade e ter a consciência de saber que o que faz é o reflexo de quem você é. Ao reconhecer seus pontos negativos, poderá mudar um por um. E reconhecendo seus pontos positivos se sentirá mais confiante em sua capacidade de conseguir o que quer que deseje, independente das críticas ou opiniões que terão sobre você, pois acredita ser capaz de conseguir tudo o que deseja! E ainda que ninguém te aprove, você terá autoconhecimento suficiente para você mesma se aprovar e principalmente se amar!

    Por:
    Rosemeire Zago
    Psicóloga clínica com abordagem jungiana, especialização em psicossomática. Desenvolve o autoconhecimento e ministra palestras motivacionais. Contato: (011) 9950-5095

    0 comentários

    Expanda A Sua Visão


    Enquanto não possa imaginar, enquanto não possa visualizar, nada acontecerá para você. É preciso reconhecer, com certeza, que seu próprio pensamento e atitudes podem condenar à mediocridade.
    Determine em seu coração nesse mesmo momento crer mais em si mesmo, e crer mais em Deus. É igual para nós todos. Se pensarmos receber algo no plano exterior, teremos que conceber antes em nosso interior. Se não pensa poder possuir algo bom, então nunca terá. O obstáculo está na sua mente. Para Deus não lhe faltam recursos, nem para você lhe faltam os talentos, para conseguir que você prospere. Sua maneira errônea de pensar é o que pode deter-lhe de receber o melhor de Deus. Se você está disposto a mudar a sua forma de pensamento. No caso, a primeira atitude para viver o seu máximo potencial é expandir sua visão. Para viver sua melhor vida agora, tem que ver a vida através dos olhos da fé, ver sendo elevado a níveis mais alto. Visualizar que sua família é próspera, visualizar que seus sonhos se cumprem. Para experimentar algo no futuro, primeiro tem que conceber e depois crer que é possível.
    Para conceber a prosperidade, é necessário que você tenha uma ideia bem clara em seu interior do tipo de vida que deseja gozar. Esta imagem tem que chegar a ser parte de você, parte integral de seus pensamentos, da sua conversação, tem que estar muito infiltrado em seu subconsciente, em suas ações, em cada parte de seu ser.
    Se imagine vitorioso, crie imagem atraente de fé e êxito.
    Se você fomenta uma imagem de vitória, êxito, saúde, abundância, gozo, paz e alegria, nada no mundo poderá deter você de experimentar tudo isso.

    Deus quer que este seja o melhor momento da sua vida, mas para isso é preciso que você expanda a sua visão, saia do negativismo, se afaste de pessoas medíocres, busque a iluminação espiritual. Afinal, você não quer viver sempre com pensamentos negativos, derrotados e limitados.
    Mude o seu pensamento indeciso e conheça o sucesso que Deus lhe quer presentear sempre.
    Por: Waldecy E. M. Esteves

    0 comentários

    APONTAMENTO - Fernando Pessoa (Álvaro de Campos)

        APONTAMENTO
      A minha alma partiu-se como um vaso vazio.
      Caiu pela escada excessivamente abaixo.
      Caiu das mãos da criada descuidada.
      Caiu, fez-se em mais pedaços do que havia loiça no vaso.
      Asneira? Impossível? Sei lá!
      Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu.
      Sou um espalhamento de cacos sobre um capacho por sacudir.
      Fiz barulho na queda como um vaso que se partia.
      Os deuses que há debruçam-se do parapeito da escada.
      E fitam os cacos que a criada deles fez de mim.
      Não se zanguem com ela.
      São tolerantes com ela.
      O que era eu um vaso vazio?
      Olham os cacos absurdamente conscientes,
      Mas conscientes de si mesmos, não conscientes deles.
      Olham e sorriem.
      Sorriem tolerantes à criada involuntária.
      Alastra a grande escadaria atapetada de estrelas.
      Um caco brilha, virado do exterior lustroso, entre os astros.
      A minha obra? A minha alma principal? A minha vida?
      Um caco.
      E os deuses olham-o especialmente, pois não sabem por que ficou ali.
      Álvaro de Campos, 1929

    0 comentários

    segunda-feira, 30 de agosto de 2010

    Serial Killer - Pedrinho Matador ( Curiosidades )

    segunda-feira, 30 de agosto de 2010


    Nasceu numa fazenda em Santa Rita do Sapucaí, sul de Minas Gerais, com o crânio ferido, resultado de chutes que o pai desferiu na barriga da mãe durante uma briga. Conta que teve vontade de matar pela primeira vez aos 13 anos. Numa briga com um primo mais velho, empurrou o rapaz para uma prensa de moer cana. Ele não morreu por pouco.
    Aos 14 anos ele matou o vice-prefeito[quem?] de Alfenas, Minas Gerais, por ter demitido seu pai, um guarda escolar, na época acusado de roubar merenda escolar. Depois matou outro vigia, que supunha ser o verdadeiro ladrão. Refugiou-se em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, onde começou a roubar bocas-de-fumo e a matar traficantes. Conheceu a viúva de um líder do tráfico, apelidada de Botinha, e foram viver juntos. Assumiu as tarefas do falecido e logo foi obrigado a eliminar alguns rivais, matando três ex-comparsas. Morou ali até que Botinha foi executada pela polícia. Pedrinho escapou, mas não deixou a venda de drogas. Arregimentou soldados e montou o próprio negócio.
    Em busca de vingança pelo assassinato da companheira, matou e torturou várias pessoas, tentando descobrir os responsáveis. O mandante, um antigo rival, foi delatado por sua ex-mulher. Pedrinho e quatro amigos o visitaram durante uma festa de casamento. Deixaram um rastro de sete mortos e dezesseis feridos. O matador ainda não tinha completado 18 anos.
    Ainda em Mogi, executou o próprio pai numa cadeia da cidade, depois que este matou sua mãe com 21 golpes de facão. A vingança do filho foi cruel: além das facadas, arrancou o coração do pai e comeu um pedaço.
    Pedrinho pisou na cadeia pela primeira vez em 24 de maio de 1973 e ali viveu toda a idade adulta. Em 2003, apesar de já condenado a 126 anos de prisão, esteve para ser libertado, pois a lei brasileira proíbe que alguém passe mais de 30 anos atrás das grades. Mas, por causa de crimes cometidos dentro dos presídios, que aumentaram suas penas para quase 400 anos, sua permanência na prisão foi prorrogada pela Justiça até 2017. Pedrinho contava com a liberdade para refazer sua vida ao lado da namorada, uma ex-presidiária cujo nome ele não revela. Eles se conheceram trocando cartas. Depois de cumprir pena de 12 anos por furto, ela foi solta e visitou Pedrinho no presídio de Taubaté.
    Jurado de morte por companheiros de prisão, Pedrinho é um fenômeno de sobrevivência no duro regime carcerário. Dificilmente um encarcerado dura tanto tempo. Matou e feriu dezenas de companheiros para não morrer. Certa vez, atacado por cinco presidiários, matou três e botou a correr os outros dois. Matou um colega de cela porque 'roncava demais' e outro porque 'não ia com a cara dele. Para não deixar dúvidas sobre sua disposição de matar , tatuou no braço esquerdo: 'Mato por prazer'
    Pedrinho é a descrição perfeita do que a medicina chama de psicopata - alguém sem nenhum remorso e nenhuma compaixão pelo semelhante. Os psiquiatras que o analisaram em1982 para um laudo pericial, escreveram que a maior motivação de sua vida era 'a afirmação violenta do próprio eu'. Diagnosticaram 'caráter paranóide e anti-socialidade'.
    Após permanecer 34 anos na prisão, foi solto no dia 24 de abril de 2007 [1] Informações da inteligência da Força Nacional de Segurança indicam que ele foi para o Nordeste, mais precisamente para Fortaleza no Ceará. Porém seu paradeiro na capital cearense é desconhecido desde então.
    Segundo as leis penais brasileiras, uma pessoa deve ser colocada em liberdade após cumprir 30 anos de prisão.

    Fonte: wikipédia



    Pedro Rodrigues Filho, vulgo Pedrinho Matador, (Santa Rita do Sapucaí1954) é um homicidapsicopata brasileiro.
    Matou pela primeira vez aos catorze anos e seguiu matando e hoje acumula mais de cem homicídios, incluindo o do próprio pai, sendo que 47 pessoas foram mortas dentro dos presídios pelos quais passou. Ainda não respondeu por todos os crimes, mas já foi condenado a quase quatrocentos anos de prisão, a maior pena privativa de liberdade já aplicada no Brasil.
    Ele nasceu numa fazenda em Santa Rita do Sapucaí, sul de Minas Gerais, com o crânio ferido, resultado de chutes que o pai desferiu na barriga da mãe durante uma briga. Conta que teve vontade de matar pela primeira vez aos 13 anos. Numa briga com um primo mais velho, empurrou o rapaz para uma prensa de moer cana. Ele não morreu por pouco.

    Aos 14 anos ele matou o vice-prefeito de Alfenas, Minas Gerais, por ter demitido seu pai, um guarda escolar, na época acusado de roubar merenda escolar. 

    Depois matou outro vigia, que supunha ser o verdadeiro ladrão. Refugiou-se em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, onde começou a roubar bocas-de-fumo e a matar traficantes. 
    Conheceu a viúva de um líder do tráfico, apelidada de Botinha, e foram viver juntos. Assumiu as tarefas do falecido e logo foi obrigado a eliminar alguns rivais, matando três ex-comparsas. 
    Morou ali até que Botinha foi executada pela polícia. Pedrinho escapou, mas não deixou a venda de drogas. Arregimentou soldados e montou o próprio negócio.
    Em busca de vingança pelo assassinato da companheira, matou e torturou várias pessoas, tentando descobrir os responsáveis. O mandante, um antigo rival, foi delatado por sua ex-mulher. Pedrinho e quatro amigos o visitaram durante uma festa de casamento. Deixaram um rastro de sete mortos e dezesseis feridos. O matador ainda não tinha completado 18 anos.


    Ainda em Mogi, executou o próprio pai numa cadeia da cidade, depois que este matou sua mãe com 21 golpes de facão. A vingança do filho foi cruel: além das facadas, arrancou o coração do pai e comeu um pedaço.


    Pedrinho pisou na cadeia pela primeira vez em 24 de Maio de 1973 e ali viveu toda a idade adulta. Em2003, apesar de já condenado a 126 anos de prisão, esteve para ser libertado, pois a lei brasileira proíbe que alguém passe mais de 30 anos atrás das grades. 

    Mas, por causa de crimes cometidos dentro dos presídios, que aumentaram suas penas para quase 400 anos, sua permanência na prisão foi prorrogada pela Justiça até 2017. Pedrinho contava com a liberdade para refazer sua vida ao lado da namorada, uma ex-presidiária cujo nome ele não revela. Eles se conheceram trocando cartas. Depois de cumprir pena de 12 anos por furto, ela foi solta e visitou Pedrinho no presídio de Taubaté.

    Jurado de morte por companheiros de prisão, Pedrinho é um fenômeno de sobrevivência no duro regime carcerário. 

    Dificilmente um encarcerado dura tanto tempo. Matou e feriu dezenas de companheiros para não morrer. Certa vez, atacado por cinco presidiários, matou três e botou a correr os outros dois. Matou um colega de cela porque 'roncava demais' e outro porque 'não ia com a cara dele. 
    Para não deixar dúvidas sobre sua disposição de matar , tatuou no braço esquerdo: 'Mato por prazer'

    É dotado de excepcional força física, devido às quatro horas diárias em que se exercita em sua cela, e geralmente dispensa armas para matar. Usa as mãos e a força de seu corpo para deslocar a cabeça de suas vítimas. Mas também mata com facadas certeiras no ventre de seus desafetos. Numa prisão de Araraquara, no interior de São Paulo, degolou com uma faca sem fio o homem acusado do assassinato de sua irmã.


    Pedrinho é a descrição perfeita do que a medicina chama de psicopata - alguém sem nenhum remorso e nenhuma compaixão pelo semelhante. Os psiquiatras que o analisaram em 1982 para um laudo pericial, escreveram que a maior motivação de sua vida era 'a afirmação violenta do próprio eu'. Diagnosticaram 'caráter paranóide e anti-socialidade'


    Nossa o cara comeu o coração do próprio pai !!!! 

    Ratinho e Pedrinho matador

    Imagens do encontro de Ratinho e Pedrinho matador na Penitenciaria do Estado. A entrevista foi exibida no PGM do Ratinho, dirigido, em 2006, por Carlos Amorim.

    http://www.youtube.com/watch?v=ZRvLE1lCxxQ



    Não tenho medo de entrevistar serial killers (3/3)
    Ilana Casoy, maior especialista brasileira em serial killers, fala sobre Pedrinho Matador, um dos assassinos em série brasileiros que mais matou no país. Ela também conta como faz para entrevistar os serial killers.

    http://www.youtube.com/watch?v=dbYSMB_wZ1c 

    Créditos: http://pasdemasque.blogspot.com/2008/11/pedrinho-matador.html

    0 comentários

    domingo, 29 de agosto de 2010

    domingo, 29 de agosto de 2010
    Tenho tanto sentimento
    Que é frequente persuadir-me
    De que sou sentimental,
    Mas reconheço, ao medir-me,
    Que tudo isso é pensamento,
    Que não senti afinal.

    Temos, todos que vivemos,
    Uma vida que é vivida
    E outra vida que é pensada,
    E a única vida que temos
    É essa que é dividida
    Entre a verdadeira e a errada.

    Qual porém é a verdadeira
    E qual errada, ninguém
    Nos saberá explicar;
    E vivemos de maneira
    Que a vida que a gente tem
    É a que tem que pensar.

    Fernando Pessoa

    0 comentários

    "Trago dentro do meu coração,
    Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
    Todos os lugares onde estive,
    Todos os portos a que cheguei,
    Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
    Ou de tombadilhos, sonhando,
    E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.
    Alvaro de Campos (Fernando Pessoa)

    0 comentários

    OPIÁRIO - Alvaro de Campos (Fernando Pessoa)

    É antes do ópio que a minh'alma é doente.
    Sentir a vida convalesce e estiola
    E eu vou buscar ao ópio que consola
    Um Oriente ao oriente do Oriente.

    Esta vida de bordo há-de matar-me.
    São dias só de febre na cabeça
    E, por mais que procure até que adoeça,
    Já não encontro a mola pra adaptar-me.

    Em paradoxo e incompetência astral
    Eu vivo a vincos de ouro a minha vida,
    Onda onde o pundonor é uma descida
    E os próprios gozos gânglios do meu mal.

    É por um mecanismo de desastres,
    Uma engrenagem com volantes falsos,
    Que passo entre visões de cadafalsos
    Num jardim onde há flores no ar, sem hastes.

    Vou cambaleando através do lavor
    Duma vida-interior de renda e laca.
    Tenho a impressão de ter em casa a faca
    Com que foi degolado o Precursor.

    Ando expiando um crime numa mata,
    Que um avô meu cometeu por requinte.
    Tenho os nervos na forca, vinte a vinte,
    E caí no ópio como numa vala.

    Ao toque adormecido da morfina
    Perco-me em transparências latejantes
    E numa noite cheia de brilhantes
    Ergue-se a lua como a minha Sina.

    Eu, que fui sempre um mau estudante, agora
    Não faço mais que ver o navio ir
    Pelo canal de Suez a conduzir
    A minha vida, cânfora na aurora.

    Perdi os dias que já aproveitara.
    Trabalhei para ter só o cansaço
    Que é hoje em mim uma espécie de braço
    Que ao meu pescoço me sufoca e ampara.

    E fui criança como toda a gente.
    Nasci numa província portuguesa
    E tenho conhecido gente inglesa
    Que diz que eu sei inglês perfeitamente.

    Gostava de ter poemas e novelas
    Publicados por Plon e no Mercure,
    Mas é impossível que esta vida dure.
    Se nesta viagem nem houve procelas!

    A vida a bordo é uma coisa triste,
    Embora a gente se divirta às vezes.
    Falo com alemães, suecos e ingleses
    E a minha mágoa de viver persiste.

    Eu acho que não vale a pena ter
    Ido ao Oriente e visto a Índia e a China.
    A terra é semelhante e pequenina
    E há só uma maneira de viver.

    Por isso eu tomo ópio. É um remédio.
    Sou um convalescente do Momento.
    Moro no rés-do-chão do pensamento
    E ver passar a Vida faz-me tédio.

    Fumo. Canso. Ah, uma terra aonde, enfim,
    Muito a leste não fosse o oeste já!
    Pra que fui visitar a Índia que há
    Se não há Índia senão a alma em mim?

    Sou desgraçado por meu morgadio.
    Os ciganos roubaram minha Sorte.
    Talvez nem mesmo encontre ao pé da morte
    Um lugar que me abrigue do meu frio.

    Eu fingi que estudei engenharia.
    Vivi na Escócia. Visitei a Irlanda.
    Meu coração é uma avozinha que anda
    Pedindo esmola às portas da Alegria.

    Não chegues a Port-Said, navio de ferro!
    Volta à direita, nem eu sei para onde.
    Passo os dias no smoking-room com o conde –
    Um escroc francês, conde de fim de enterro.

    Volto à Europa descontente, e em sortes
    De vir a ser um poeta sonambólico.
    Eu sou monárquico mas não católico
    E gostava de ser as coisas fortes.

    Gostava de ter crenças e dinheiro,
    Ser vária gente insípida que vi.
    Hoje, afinal, não sou senão, aqui,
    Num navio qualquer um passageiro.

    Não tenho personalidade alguma.
    É mais notado que eu esse criado
    De bordo que tem um belo modo alçado
    De laird escocês há dias em jejum.

    Não posso estar em parte alguma. A minha
    Pátria é onde não estou. Sou doente e fraco.
    O comissário de bordo é velhaco.
    Viu-me co'a sueca... e o resto ele adivinha.

    Um dia faço escândalo cá a bordo,
    Só para dar que falar de mim aos mais.
    Não posso com a vida, e acho fatais
    As iras com que às vezes me debordo.

    Levo o dia a fumar, a beber coisas,
    Drogas americanas que entontecem,
    E eu já tão bêbado sem nada! Dessem
    Melhor cérebro aos meus nervos como rosas.

    Escrevo estas linhas. Parece impossível
    Que mesmo ao ter talento eu mal o sinta!
    O facto é que esta vida é uma quinta
    Onde se aborrece uma alma sensível.

    Os ingleses são feitos pra existir.
    Não há gente como esta pra estar feita
    Com a Tranquilidade. A gente deita
    Um vintém e sai um deles a sorrir.

    Pertenço a um género de portugueses
    Que depois de estar a Índia descoberta
    Ficaram sem trabalho. A morte é certa.
    Tenho pensado nisto muitas vezes.

    Leve o diabo a vida e a gente tê-la!
    Nem leio o livro à minha cabeceira.
    Enoja-me o Oriente. É uma esteira
    Que a gente enrola e deixa de ser bela.

    Caio no ópio por força. Lá querer
    Que eu leve a limpo uma vida destas
    Não se pode exigir. Almas honestas
    Com horas pra dormir e pra comer,

    Que um raio as porta! E isto afina! é inveja.
    Porque estes nervos são a minha morte.
    Não haver um navio que me transporte
    Para onde eu nada queira que o não veja!

    Ora! Eu cansava-me do mesmo modo.
    Qu'ria outro ópio mais forte pra ir de ali
    Pra sonhos que dessem cabo de mim
    E pregassem comigo nalgum lodo.

    Febre! Se isto que tenho não é febre,
    Não sei como é que se tem febre e sente.
    O facto essencial é que estou doente.
    Está corrida, amigos, esta lebre.

    Veio a noite. Tocou já a primeira
    Corneta, pra vestir para o jantar.
    Vida social por cima! Isso! E marchar
    Até que a gente saia pla coleira!

    Porque isto acaba mal e há-de haver
    (Olá!) sangue e um revólver lá pró fim
    Deste desassossego que há em mim
    E não há forma de se resolver.

    E quem me olhar, há-de-me achar banal,
    A mim e à minha vida... Ora! um rapaz...
    O meu próprio monóculo me faz
    Pertencer a um tipo universal.

    Ah, quanta alma viverá, que ande metida
    Assim como eu na Linha, e como eu mística!
    Quantos sob a casaca característica
    Não terão como eu o horror à vida?

    Se ao menos eu por fora fosse tão
    Interessante como sou por dentro!
    Vou no Maelstrom, cada vez mais pró centro.
    Não fazer nada é a minha perdição.

    Um inútil. Mas é tão justo sê-lo!
    Pudesse a gente desprezar os outros
    E, ainda que cos cotovelos rotos,
    Ser herói, doido, amaldiçoado ou belo!

    Tenho vontade de levar as mãos
    À boca e morder nelas fundo e a mal.
    Era uma ocupação original
    E distraía os outros, os tais sãos.

    O absurdo, como uma flor da tal Índia
    Que não vim encontrar na Índia, nasce
    No meu cérebro farto de cansar-se.
    A minha vida mude-a Deus ou finde-a...

    Deixe-me estar aqui, nesta cadeira,
    Até virem meter-me no caixão.
    Nasci pra mandarim de condição,
    Mas falta-me o sossego, o chá e a esteira.

    Ah, que bom era ir daqui de caída
    Prá cova por um alçapão de estouro!
    A vida sabe-me a tabaco louro.
    Nunca fiz mais do que fumar a vida.

    E afinal o que quero é fé, é calma,
    E não ter estas sensações confusas.
    Deus que acabe com isto! Abra as eclusas –
    E basta de comédias na minh'alma! 

    0 comentários

    Poeta de Vênus: Socorre minha alma

    Poeta de Vênus: Socorre minha alma: "Socorre minha alma Ela grita calada Está chorando abandonada! Socorre minha alma Ela sofre amarrada Está sozinha coitada! Por que ninguém ..."

    0 comentários

    Poeta de Vênus: Mais uma conversa

    “Sentimentos passageiros, fortemente presentes”.

    Mesmo sozinho confinado em meus sonhos e pesadelos, ainda procuro respostas que me expliquem o significado dos meus passos.

    Mas nem por isso, abandono minhas ânsias mundanas e meu desejo pela vida. A busca por compreensão, não sacrifica a razão de meus atos, e conseguinte a emocionante aventura urbana e noturna é parte de minha essência.

    Não ouso negas algumas coisas, por exemplo: como poderia deixar de apreciar a beleza feminina, em todas as suas formas a mulher é bela, do choro ao riso, do olhar ao gemido, no caminhar ao bailar, do amor ao sexo, até o cheiro é bom, realmente mulher é sinônimo de beleza; pelo menos no meu dicionário é. Porém devo confessar: como falar sobre essas ninfas, sem citar os prazeres da carne; estes desejos transbordam, todavia não faz sentido caso não formos correspondidos. Assim sendo, as laminas da dor me encontram quando não sou correspondido. Isso é algo cruel, mas como vou desejar o que já tenho? A palavra desejo afinal, deve ter origem do querer algo fora de nosso alcance, algo que não temos. Pensando dessa forma, como desejar a mesma mulher várias vezes? Melhor esquecer por enquanto, não gosto muito de polêmicas, mas é algo pra se pensar.

    Concluindo, mesmo sem saber o sentido real de todas as coisas, consigo entender de modo precário o que me faz sentir prazer, mesmo que seja um saber primitivo. Até que me convençam o contrário, meus passos são voltados para destruir a dor, em busca do prazer, mas claro com camisinha rsrsr...


    0 comentários
    “Sentimentos passageiros, fortemente presentes”.
    Mesmo sozinho confinado em meus sonhos e pesadelos, ainda procuro respostas que me expliquem o significado dos meus passos.
    Mas nem por isso, abandono minhas ânsias mundanas e meu desejo pela vida. A busca por compreensão, não sacrifica a razão de meus atos, e conseguinte a emocionante aventura urbana e noturna é parte de minha essência.
    Não ouso negas algumas coisas, por exemplo: como poderia deixar de apreciar a beleza feminina, em todas as suas formas a mulher é bela, do choro ao riso, do olhar ao gemido, no caminhar ao bailar, do amor ao sexo, até o cheiro é bom, realmente mulher é sinônimo de beleza; pelo menos no meu dicionário é. Porém devo confessar: como falar sobre essas ninfas, sem citar os prazeres da carne; estes desejos transbordam, todavia não faz sentido caso não formos correspondidos. Assim sendo, as laminas da dor me encontram quando não sou correspondido. Isso é algo cruel, mas como vou desejar o que já tenho? A palavra desejo afinal, deve ter origem do querer algo fora de nosso alcance, algo que não temos. Pensando dessa forma, como desejar a mesma mulher várias vezes? Melhor esquecer por enquanto, não gosto muito de polêmicas, mas é algo pra se pensar.
    Concluindo, mesmo sem saber o sentido real de todas as coisas, consigo entender de modo precário o que me faz sentir prazer, mesmo que seja um saber primitivo. Até que me convençam o contrário, meus passos são voltados para destruir a dor, em busca do prazer, mas claro com camisinha rsrsr...




    0 comentários

    A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.

    A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo,
    o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.

    O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se,
    o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.

    (Vinicius de Moraes)

    0 comentários

    Igual

    Tempo, faz muito tempo que não tenho noites diferente
    Antes não em minhas noites... apenas não sabia a diferença
    Não saberia do já começo de um dia
    Que apenas deveria ser um “novo dia”
    Acho que o autor de minha vida
    Não me faz um novo dia
    Pois meus dias eram apenas
    lastimoso, mofino..
    Um dia muito lúgubre
    Como fosse apenas um dia “fúnebre”,
    Estou esgotado, esfalfado...
    Como se apenas estivesse sendo molestado
    Você me diz que está exausta
    Sinto muito por ambos estarmos
    Talvez não seja apenas viver meu dia que seja um fardo
    Talvez... eu deva fazer isso
    Talvez não faça nada, apenas deixe de citar
    Reclamando que sou lento. - Talvez eu queira todo esse adágio!
    Nada por você muda
    Não te muda e nada ver
    Que pensar ver ou fazer
    Noite? Apenas uma noite, dentre vi muitas.
    Me diz que sou fajuto, insensato, mentiroso
    Que tudo que a formalizado em mim
    Nada é que apenas o teatro para enganações
    Te cega com teus pensamentos insanos
    Não suporta que te compares
    Nada a ti é que apenas talvez o melhor que sabe
    A influência te faz agir com tamanha demência
    Falta-te a informação! Não para que compreendas o que te questiona
    Apenas sentir o que talvez cega não veja
    De sentidos fomos dotados
    Provavelmente se faz melhor aquele que os sabe usar
    Não se diz acreditar – Somente Visualizando
    Confiar no sabor – Apenas degustando
    Confiar a temperatura – Apenas se sentir
    Se o som é bom – Só se ouvir
    O perfume é bom – Me deixe sentir a essência
    Tanto te vale os sentidos, todas citações
    No geral, se for a ti – Vai saber!!
    Quem melhor para te conhece se não você
    Tanta ladainha, apenas sem sentir
    Que te concluiu?
    Apenas nada. Talvez o instinto, a vida
    Seja,apenas isso
    Egoísmo enquanto se procura o próprio bem estar
    Por anos achei que era você quem ligava quando o telefone tocava
    Quantos foram os emails sem conteúdos para meu alívio
    Quantas foram as noites perdidas
    E enquanto talvez você dormia, mantinha seu sonho
    Até mesmo poderia sonhar, mas não! Apenas sonhos lúcidos
    Um total pesadelo, o sono e o corpo cansado
    Se alma for nosso ego
    Nada a satisfaz
    Apenas continuo, a procura da boa aparência
    Quanto ao resto?
    O que na verdade não há
    Pois foi um dia desse, que...
    Aprendi a gostar de você
    Nossa, como sou egoísta
    Me fazendo o papel...
    Nada importa, se necessito
    Me ponho a baixo de tudo
    La fico, por lucros próprios
    Pensamentos obscuros
    Pesadelos, noites mal dormida
    A falha nos sentidos
    Enganado estou
    Dera eu estar vivendo
    Talvez agora seja minha hora
    Meu semblante melhorou
    Egoísta? Talvez um pouco.
    - não ao fim da palavra, apenas...
     não te deixo intervir no que penso
    Acho que cansei, de esperar.

    Noites

    A noite vem, rápida a outros e lenta por mim
    Quanto lhe custa rever, re-viver tudo novamente.
    Como um replay de uma vida de talvez 24 prováveis horas
    Pouco tempo te contaria tudo da vida
    Pois como esta noite, foi minha vida


    :D

    0 comentários