sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Vazio e Plenitude

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Nas noites frias de momentos enfadonhos
Meu pensamento jaz sem cor e conteúdo
E sem musa qualquer eu miro sonhos
Não tendo estrelas para ouvir ouço o céu mudo.

Sendo a poesia minha deusa e meu caudilho
De agudas pedras faço cama de veludo
Da escuridão faço fulgor de luz e brilho
Pois sou poeta e poetizo o nada em tudo

Mas se abandonam-me as venturas da jornada
E se me foge a inspiração das madrugadas
Na ausência estéril das idéias não me vergo:

Sinto o vazio, ouço o silêncio e vejo o nada
Faço poesias com a sombra esvaziada
Do que não sinto, não escuto e não enxergo!


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